Uma Festa no Deserto ( Parte II )

Esse post é parte 2 de 8 na série Uma Festa no Deserto!

origin_5883877265Seria impossível conduzir um povo tão numeroso sem uma liderança, para tal tarefa Deus escolhe um homem chamado Moisés, cuja missão era representar Deus diante do povo e do Faraó. Sentindo o peso de sua responsabilidade Moisés até tenta, mas não resiste ao poder daquele que se apresenta como o Grande Eu Sou O Que Sou. Esta é a ordem que Deus dá a Moisés:

…e irás, tu e os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e dir-lhe-eis: O Senhor, o Deus dos hebreus, nos encontrou; agora, pois, deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, para que sacrifiquemos ao Senhor, nosso Deus. (Êxodo 3. 18 RC Ilumina Gold 2009)

A ideia expressa neste versículo nos mostra claramente o que está ocorrendo, Faraó trata o povo hebreu como escravos submetendo-os a várias barbáries, sua postura é de alguém que tem poder sobre a vida e a morte, alguém que deve ser servido. Moisés não sabia como Deus faria tal obra, sabia apenas que Deus os libertaria do Egito, sendo assim ele vai a Faraó e lhe transmite a ordem de Deus.

E, depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto. (Êxodo 5. 1 RC Ilumina Gold 2009)

Uma festa no deserto…

Moisés sabia que o povo deveria sacrificar, pois a palavra do Senhor já tinha vindo a ele neste sentido, ele interpreta tal sacrifício como uma festa onde o povo deveria devotar-se inteiramente ao seu Deus, o verdadeiro Deus. Por este motivo expressa em sua fala exatamente aquilo que é vontade do Senhor ao dar a ordem para Faraó.

Para Deus, deserto é lugar de sacrifício, para Moisés,

um lugar de festa.

Deus queria que seu povo sacrificasse a Ele. A palavra sacrifício tem entre outros significados sujeitar, devotar-se inteiramente a alguém ou a algo; ato de separar-se; tornar algo ou alguma coisa sagrada por meio de holocausto ou de ofertas a uma divindade. Em hebraico “zãbhah” que descreve um sacrifício feito para criar comunhão ou selar um pacto, também descrita na lei por “corbã” que literalmente significa “que é trazido para perto”. Deus queria trazer o povo para perto de si, mas isto exigiria deles sujeição, devoção, separação, onde um pacto seria firmado por meio de holocaustos.

Para Moisés, o deserto é um lugar de festa. Toda festa tem sua razão de ser, de existir. Festejamos aniversário, o início de mais um ano, o dia das mães, dos pais, das crianças, da independência, no entanto existem festas que são diferenciadas, tais como, casamento, formatura, quinze anos, neste caso o que se comemora é na verdade um marco na vida de uma pessoa. Só comemoramos quinze anos uma vez, nos formamos apenas uma vez em uma determinada ciência e segundo a vontade de Deus o casamento deve ser único. Não estamos falando da festa em si, mas de acontecimentos que marcam a vida das pessoas, acontecimentos que nos levam a festejar, neste caso trata-se de libertação. Moisés sabe o que vai acontecer, Deus libertará seu povo, por isto traz em sua fala a idéia de festa.

Faraó sabia que a festa a qual Moisés falava envolvia sacrifícios de sangue, o que aos olhos dos egípcios era algo abominável, significava que eles iriam servir a outro, esta foi sua interpretação e por isto respondeu conforme o que pensava ser, um deus.

“Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel”. (Êxodo 5. 1 RC Ilumina Gold 2009)

A partir dai começa um confronto entre o governante mais poderoso daquele período e o Deus que criou a céu e a terra, no epicentro deste, está o povo escolhido pelo Senhor. Nove pragas, muitas advertências e ainda assim Faraó se negou a libertar os israelitas, se negava a reconhecer o poder de Deus. Observando as ordens do Senhor, o povo hebreu sacrifica no Egito, enquanto comem, o Senhor “passa” pela terra do Egito e fere todo primogênito de homens e animais. Na verdade o Senhor também passou pela casa dos hebreus, no entanto os umbrais de suas portas estavam sinalizados com o sangue do cordeiro, morto em holocausto. Esta tornou-se a primeira festa dos judeus, a Páscoa, ou Pesah que significa passagem, saída, sacrifício do cordeiro. Êxodo 12. 1-13.

Enfim livres!

Em frente de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar Vermelho, perto de Baal-Zefom o povo se vê em uma situação desesperadora, entre o mar e o exército de Faraó. Neste local Deus deu sua última demonstração de poder aos egípcios, mostrou a seu povo que Ele é o Grande Eu Sou, o Deus Todo Poderoso em quem eles poderiam confiar. A mensagem de Deus diante do pavor em que encontrava seu povo foi, marchem, diga ao povo que marche!

“E tu Moisés, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.” (Exodo 14. 16 RC Ilumina Gold 2009)

Os israelitas contemplam o corpo de seus inimigos, mortos à beira da praia (Êxodo 14. 30-31), este é o Deus que irá pelejar por você, não importa o seu problema, seja financeiro, seja na saúde, seja familiar, seja nas tuas relações sociais, Deus pelejará por você. Tome o exemplo de Moisés e estenda a tua vara segundo a ordem de Deus, contemple o milagre a sua frente.

Livres! O povo está livre, seus inimigos mortos, seu passado ficou para traz, a sua frente um futuro, a sua frente o deserto.

 Afinal! Porque Deus os levou para o deserto?

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